O técnico explicou como foram os
primeiros momentos à frente de Davi, ainda fora da ambulância. “Ao
adentrarmos na lancha, percebemos que tinha muitas vítimas. Fizemos uma
triagem rápida e percebemos que a criança estava no chão. O médico pegou
[Davi] e percebeu que a criança estava sem sinais vitais, sem
batimentos. Começamos as compressões. Decidimos investir na criança, já
que no barco não havia pacientes graves”, disse.
Joelinton ainda relatou que a equipe médica desabou em choro quando percebeu que o pequeno Davi não sobreviveria.
“Foi uma hora e 30 minutos de
reanimação. Ele foi entubado, drogas foram utilizadas… todos os recursos
do Samu. Toda a equipe ficou abalada. Ficamos muito comovidos, os
doutores começaram a chorar. Mas a gente teve que resistir, porque gente
sentiu naquele momento que outras pessoas precisam do nosso
atendimento”, disse.
“Cada vítima é única, mas essa criança
marcou muito. Pela cena e pela sensação de que a gente fez tudo, mas não
conseguíamos o que queríamos. Só Deus dá a vida e tira a vida”,
completou. “Alegria pra uns que conseguiram resgatar seus parentes com
vida e tristeza pra outros”, finalizou.
Varela Notícias

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