segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Piritiba-BA: devido ameaças de morte professora é escoltada de casa para o trabalho


 01/12/17- Um caso de violência contra mulher tem chamado a atenção dos munícipes de Piritiba e cidades vizinhas nas últimas semanas. Após o fim de um relacionamento de cerca de dois anos uma professora da rede pública é obrigada a ser escoltada pela Polícia Militar de onde mora, no distrito de Porto Feliz em Piritiba, para o seu trabalho,  todos os dias, devido as várias ameaças de morte que segundo ela, vem recebendo do seu ex companheiro.



 

 Marileide dos Santos Pereira, de 39 anos, vive atualmente em constante estado de terror e medo desde que decidiu dar um ponto final ao relacionamento que mantinha com seu ex,  Moisés Alves da Silva, em março deste ano. Segundo a família o relacionamento acabou por causa das várias traições e por ele beber demais. Desde então ela já sofreu centenas de ameaças de morte e foi agredida várias vezes em Porto Feliz, distrito de Piritiba, onde mora atualmente na casa dos pais, justamente pelas ameaças sofridas.



Justo um desses casos de agressão foi o que a fez deixar a sua própria casa e morar com os pais , visto  que Moisés tentou esgana-la pela ceteira de sua casa própria por que ela não quis abrir a porta para ele.  Sua irmã, Evangelina dos Santos, disse a nossa redação que por várias vezes ele pulou o muro da casa de sua irmã e em uma dessas vezes ele abriu um buraco no teto e invadiu a residência para esperar ela chegar, por isso a família orientou a professora a abandonar sua residência e ir morar com os pais, antes que acontecesse algo pior. O último caso de agressão, segundo a família, aconteceu dia 5 de novembro, quando a pedagoga foi na propriedade rural de um amigo que fica próximo a Porto Feliz  para buscar adubo para suas plantas. Marileide teria sido seguida e quando entrou na casa foi surpreendida pelo ex que, possesso de ciúmes, passou a espanca-la e puxa-la pelos cabelo nos quatro cantos da sala querendo saber se os dois, ela e o amigo, tinham um caso. Em seguida foi até sua moto, pegou uma espingarda e apontou a arma várias vezes contra ela, ameaçando matá-la. Segundo a irmã de Marileide, a professora foi obrigada sob a mira da arma a entrar no banco de passageiros do seu próprio carro e foi levada por Moisés, que a libertou alguns quilômetros depois lhe fazendo várias juras de morte. Com vários hematomas pelo corpo, ela teve que ser socorrida ao hospital da cidade onde recebeu atendimento médico, ficando constatado luxação em uma vértebra da cervical. Grande parte dos seus cabelos foram arrancados pelo agressor

Professora antes e depois da agressão

 
 
Fonte: Bahia Notícias 

 

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